Relacionamento FAIL:
- Amor
- Oi
- Você nunca diz que me ama
- Ué... eu demonstro nas minhas atitudes, isso não conta?
domingo, 22 de agosto de 2010
Onde Vivem os Monstros
"Como seria ter um lugar em que só aconteceria o que você quisesse que acontecesse?". Essa foi a sugestão dada pelo filme que escolhi aleatoriamente na locadora, seu enredo encarrega-se de responder tal pergunta no decorrer dos acontecimentos. Onde vivem os monstros entrou na minha lista de "filmes não-óbvios", aqueles que não indico a todo mundo, melhor, não indicarei a ninguém, quem se desprende das coisas evidentes vai querer vê-lo por si só, poderá achar o filme estranho, chato e sem nexo, ou não.
Fala das aventuras de Max, um menino solitário que cria o seu próprio mundo, com seus próprios monstros: inconstantes, temperamentais, tristes, vilões e mocinhos ao mesmo tempo. Um garoto incomum, notamos isso na sua história fantasiosa sobre os dois edifícios mordidos por vampiros, sua vontade em saber todos os segredos do mundo, ou seu intusiasmo em construir o forte perfeito, com uma cidade em volta, onde todos os monstros dormiriam juntos, apoiando uns aos outros, e por fim ele pede que tudo seja encarado de maneira realista.
Quem disse que não podemos criar o nosso próprio realismo, com fortes seguros, reis competentes, que nos entenda e consiga unir todos os nossos monstros numa só comunidade? Ninguém disse, justamente porque não podemos. As feras são mais fortes, e singulares, existe aquela quieta que espera ser ouvida, a que é leal, a amarga, a silenciosa, a que necessita de atenção e companhia, a impulsiva e mais outras, todas são um só ser, nós mesmos, que nunca se unirão.
Fala das aventuras de Max, um menino solitário que cria o seu próprio mundo, com seus próprios monstros: inconstantes, temperamentais, tristes, vilões e mocinhos ao mesmo tempo. Um garoto incomum, notamos isso na sua história fantasiosa sobre os dois edifícios mordidos por vampiros, sua vontade em saber todos os segredos do mundo, ou seu intusiasmo em construir o forte perfeito, com uma cidade em volta, onde todos os monstros dormiriam juntos, apoiando uns aos outros, e por fim ele pede que tudo seja encarado de maneira realista.Quem disse que não podemos criar o nosso próprio realismo, com fortes seguros, reis competentes, que nos entenda e consiga unir todos os nossos monstros numa só comunidade? Ninguém disse, justamente porque não podemos. As feras são mais fortes, e singulares, existe aquela quieta que espera ser ouvida, a que é leal, a amarga, a silenciosa, a que necessita de atenção e companhia, a impulsiva e mais outras, todas são um só ser, nós mesmos, que nunca se unirão.
E o nosso outro mundo, aquele que arquitetamos, onde tudo é perfeito e nos agrada, é bem mais triste que esse mundo de todo mundo. Lá estaremos sozinhos, ninguém é obrigado a participar dele, e por isso ninguém participa, é aí que percebemos o quanto precisamos da verdadeira realidade, e que nela existem outras pessoas arquitetas de seus mundos, abrindo mão da sua obra para simplesmente nos amar, ou nos ver comendo cereal no jantar e não dizer uma palavra se quer, por apenas gostar de ver o nosso rosto, afinal "somos só meninos vestidos de lobo que fingem ser reis".(passei dias para conseguir postar esse comentário sobre o filme, mas eu precisava)
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eu tenho meus desejos e planos secretos ♫♪
Ler o livro perfeito, ouvir a música mais linda, ver o filme mais triste, a comédia mais engraçada, o desenho mais cativante, ter o quebra-cabeças mais difícil, a companhia que se encaixe, seguir o caminho certo, depois o errado, o certo de novo, alguém que não me enfade, uma atratividade preferida, a música preferida, a cor preferida, gostar apenas do verde, usar verde e não azul ou vermelho, dizer o que gosto e preferir o que gosto, gosto de suco de abacaxí mas prefiro acerola com leite, gosto do branco mas prefiro preto, quero pilotar um avião, desvendar um crime, fazer cafuné, receber cafuné, beijar a mão, pegar na mão, comer um pudim sozinho (com colher de sopa), jogar sorvete na cabeça, escrever um livro, fazer um filme, viajar com apenas uma mochila nas costas e 100 U$ (dólares) no bolso, ir em Vegas, Amsterdam, Egito, Veneza, conhecer Notre Dame, remar, naufragar e sobreviver, salvar uma vida com um cortador de unha, salvar o mundo com uma batedeira, pilhas, clips, e fios coloridos, montar uma biblioteca, videoteca, discoteca, e tudo teca, fazer o bem, não errar, ter razão, dar razão a quem eu amo, amar (verbo intransitivo), ir ao cinema a dois e descobrir que ninguém mais foi, conhecer o santuário de Apolo, comer pão com mel sem que ninguém ache estranho, rir de tudo sem ser desespero e por fim mas não menos importante, descobrir como o universo surgiu, e assim reunir tudo isso no meu dicionário de sensações vividas. Enquando isso permaneço "sozinho", no silêncio da noite, sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois, perdendo tempo e deixando que meus desejos e planos morram apenas como desejos e somente como planos, por isso agora não os quero secretos, talvez um gênio da lâmpada possa por aqui passar, ler e se interessar, e como num passe de mágica, meu mundo realizar.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
"Eu já quis ser uma pipa, invejava a sua leveza, suas cores, sua estação do ano, pois saibam vocês que de onde eu vim existe época para tudo, porém a mais legal era a época de soltar pipa, sentir o vento das 10h da manhã, o friozinho do outono, sim, O-U-T-O-N-O a época das pipas. Sabe em que eu mais as admiro? É que elas seguem o vento, sem medo, sobem até lá no alto, mas com toda a segurança de uma linha e um carretel que impedem que elas se percam e nunca mais voltem."Ops, vejam só, acabei de encontrar minha linha! Agora posso brincar e dizer: Mãe, já sou uma pipa, volto mais tarde, o vento não pode me levar embora, trarei da minha viagem as melhores coisas do mundo, só para te mostrar que sei voar sozinho.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Silêncio

Tem dias em que não me reconheço mais, ninguém me reconhece, nem tanto por eu ter mudado e sim por esse não ser eu. Seja lá quem você for traga o meu filho de volta, disse a minha mãe. Só assim para que eu percebesse que não estou aqui, e pior, que também não sei onde fui parar. Sempre fui ligado à silogismos só meus, um nada na minha cabeça logo se subvertia em mil pensamentos lógicos, lunáticos, e eu ria, costumava ser engraçado, um simples "bom dia" era suficiente para que eu entrasse em uma cabine dentro de mim, tentando descobrir o que poderia estar se passando na cabeça de quem, sem nenhum motivo, havia sido gentil comigo, logo eu caia em transe, como o Senhor Questão da liga da Justiça, e paranoicamente deduzia que tudo tinha uma segunda explicação ou até uma teoria da conspiração subentendida. Ah! Como eu era criativo. Continuo assim, mas minha desorganização faz com que eu pense paranoicamente sem nenhum controle de escape, e acabo dizendo coisas sem sentido que estão totalmente contra quem eu sou. Me vejo como o Carlitos, um vagabundo com trajes finos, monocromático, totalmente mudo, tentando demonstrar por gestos, ações, feições, expressões tudo que se passa dentro de mim, mas não tenho um terço do talento do Chaplin para obter o êxito, então acabo sendo mal visto, mal associado, mal referenciado, enfim, mal. Eu muito queria fazer parte de um filme, poder rebobinar a fita e evitar fazer o que agora já está feito, evitar sentir essa vontade de andar na rua com um saco na cabeça, evitar a vergonha de ter agido como um personagem desprezível e sem atrativos, mas a cena já está pronta, a folha de créditos já foi rubricada, é tarde demais, agora tenho que apagar gradativamente essa minha imagem manchada que deixei para o público, e procurar fazer meu EU (retratado em todos os outros personagens anteriores) voltar à ativa, pois ele sim, tem qualidades dignas de respeito mútuo. O Carlitos de verdade faria exatamente como na ultima cena de "Tempos modernos", me pediria para sorrir, daí o fundo musical "Smile" me emocionaria, mas o meu Carlitos, ainda longe da ultima cena só tem a dizer "paciência e compreensão", sem nenhum fundo musical, só o silêncio.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Se tu contas, eu conto.
Fui menino leitor, gostava de relatos, de conhecer a vida dos outros, mesmo que não fosse a vida de verdade dos outros, e ainda assim nada parecia ser mentira. Bisa Bia, bisa Bel foi o primeiro continho grandão que li, com 7 anos de idade, que novinho! Achei o livro enorme, passei uma semana inteira lendo, foi a minha grande paixão, e digo de coração que esse continho grandão é repleto de emoção. Já fui de rima, de comédia, de teatrinho, de fábula, de crônica, de palavras cruzadas e agora nem sei mais do que sou, acho que de dissertação argumentativa, que chato!
Não sou bom contador, isso é fato, mas não me falta o que contar, como por exemplo, do mundo das fadinhas de pólem, o qual só eu e meus irmãos conhemos, aquelas que fazem cóssegas nos narizes e provocam espirros que não são de resfriado, são de nada. Também tem os borreguinhos enjeitados que criei, sempre aos pares, borregos por serem filhos de ovelhas e carneiros, enjeitados por não serem vistos como filhos, cuidei de amamentar cada um deles, com mamadeira e leite de vaca, portanto eles eram borreguinhos, filhos de gente, que comiam comida de bezerro, quanta confusão, quanta diversão, e disso eu já poderia fazer um conto: "as aventuras de Sonza, o criador deborregos". Sonza? estranho não é?! Era assim que minha avó me chamava, de Alisson (que nem é meu nome de cartório) ela fez Alissonzinho, rachou a palavra ao meio e fez Sonzinho, que logo perdeu o inho, daí nasceu Sonza, o criador de borregos (e cabritos também). Viu? Juntando relatos logo-logo tiramos um extrato de toda uma vida, igual a uma agenda narrada, desse jeito: 1 de Abril de 1992, nasci, mas ninguém acreditou, nem tanto por ser dia da mentira e sim por ser coisa contada por minha mãe no dia da mentira, aí acreditar é pedir demais. Juntanto tudo, aumentando todos os pontos e formando um personagem eu sou Sonza, o criador de borregos e cabritos enjeitados, que só existiu para a família quatro horas depois de nascido por ter uma mãe travessa e mentirosa, sendo assim, não fui visto como "o filho" assim que vim ao mundo, o que me classifica enjeitado por certo período de tempo, nesse caso vou me apresentar: Prazer, enjeitado! Mas pode me chamar de Zé dos contos, aquele que ama ler, ouvir , e ouvir alguém ler, porque para mim "as palavras ganham um rosto distinto quando escritas pelo lápis da voz". Sua vez, me conte uma história.
sábado, 8 de maio de 2010
Para um 09 de Maio
A minha mãe é o único ser que escuta meu choro sem pedir uma explicação, ela aprendeu a ler cada lágrima no meu rosto desde que fui dado à luz, fala o que preciso ouvir, mesmo que não seja sincero, me faz acreditar que as coisas vão se acertar e que eu mereço o melhor da vida; logo após vêm o silêncio, o abraço e o acato. O meu momento passa a ser o seu mundo e a minha dor a sua força.
"Mãe, te amo incomensuravelmente, infinitamente, calorosamente. Feliz dia das mães."
"Mãe, te amo incomensuravelmente, infinitamente, calorosamente. Feliz dia das mães."
sábado, 17 de abril de 2010
O texto em que falo o que sinto.

As vezes eu tenho complexo de Deus, acho que sou dono da minha vida sem nenhum impedimento maior, acho que posso decidir a hora de ser feliz e com quem ser feliz nessa mesma hora. Ahh, como me engano, a burrisse insiste em me querer, acabo cedendo à seus caprichos, sou facinho, só preciso que alguém peça, e logo eu me entrego, de uma maneira que não há como voltar atrás, o desejo de continuar é tentador, ele me toma dos pés à cabeça, e eu vou. Antes costumava dizer que se a felicidade existesse, ela estaria comigo, eu só não esperava que perde-la de vista seria tão fácil quanto concluir um jogo de aquaplay. De infelicidade não se morre, se agoniza; até que um dia cansamos de sofrer e fechamos os olhos para sempre. Se me fossem destinados três desejos, eu pediria "sorte, tempo e companhia", nada mais além disso, esse seria o meu ideal, os três pontos maçônicos de um católico que já não sabe como proseguir caminho sem ter medo de sonhar exageradamente, hoje temo até a MÁGICA que deixa tudo mais belo, ela me cega, não a quero mais. E mesmo perdendo a minha essência não me arrependeria em deixar de acreditar, pois quem duvida não prossegue, quem não prossegue nunca vai saber como o mundo é atrás da porta, prefiro agora apenas duvidar, isso vai me impedir de ir além do infinito, vou parar no meio do caminho e sentar na pedra que alí habita, pôr a mão no queixo e imaginar o motivo pelo qual não mereço ser feliz, até que um dia eu vire estátua.
quarta-feira, 31 de março de 2010
E agora José?

Hoje deixo de ter 17 anos, e daí? Amanhã será um dia menos chato que o de hoje, vou acordar, e extraordinariamente receber telefonemas e mensagens de pessoas que muito gosto. É simplesmente uma passagens de dias, demarcado pelo homem, pela sua tamanha necessidade de medir tudo para não se perder nas próprias entrelinhas da vida. Mas o tempo é o que me resta, apesar dos pesares, somos totalmente dependentes das horas osciladas, nesse sobe e desce de ponteiros que com um tic-tac insuportável te empurra para um abismo de preocupações e responsabilidades cada vez mais fundo, frio e escuro. Inevitavelmente temos que seguir o tempo, e quando morremos ele constantemente segue seu rumo, sem sequer lembrar que fomos amigos intimos um dia, ele nunca para, nós é que paramos.
Ser maior de idade é obter uma emancipação definida pela sociedade, o que não altera as cartas do jogo, sempre fui responsável, mesmo antes da acne tentar destruir minha imagem, isso está atrelado a mim, sempre esteve, para efeitos familiares sempre fui um adulto que acompanhava desenhos animados, um ser completamente coerente mesmo sem ter vivido todas as experiências da vida, já dizia alguém desconhecido "sábio é aquele que aprende com os erros alheios", e é o que venho tentando fazer dia após dia, observar tudo ao meu redor, evitanto cometer as mesmas burradas, nos olhos vejo mais do que minha retinha possa captar, vejo o interior, a beleza purificada e cheia de malícia, uma história de vida. Somos dotados de idiossincracia, o nosso jeito particular de ver as coisas. Ser ímpar é tão normal quanto formar um par de ímpares. Assim vou seguindo a aleatoriedades do meu caminho e deixando as imparcialidades dos meus rastros. E agora José? pergunta Drummond, e eu respondo "e agora nada". Também existe o antes, o depois e o sempre. Agora?! aah! eu vou só vivendo, aprendendo e amando, o resto é consequência.
Ser maior de idade é obter uma emancipação definida pela sociedade, o que não altera as cartas do jogo, sempre fui responsável, mesmo antes da acne tentar destruir minha imagem, isso está atrelado a mim, sempre esteve, para efeitos familiares sempre fui um adulto que acompanhava desenhos animados, um ser completamente coerente mesmo sem ter vivido todas as experiências da vida, já dizia alguém desconhecido "sábio é aquele que aprende com os erros alheios", e é o que venho tentando fazer dia após dia, observar tudo ao meu redor, evitanto cometer as mesmas burradas, nos olhos vejo mais do que minha retinha possa captar, vejo o interior, a beleza purificada e cheia de malícia, uma história de vida. Somos dotados de idiossincracia, o nosso jeito particular de ver as coisas. Ser ímpar é tão normal quanto formar um par de ímpares. Assim vou seguindo a aleatoriedades do meu caminho e deixando as imparcialidades dos meus rastros. E agora José? pergunta Drummond, e eu respondo "e agora nada". Também existe o antes, o depois e o sempre. Agora?! aah! eu vou só vivendo, aprendendo e amando, o resto é consequência.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Sejamos nós, falsos moralistas.
Discutir BBB é muito divertido, é uma avaliação psicológica constante. Nessa 10ª edição está mais do que comprovado que a Globo descobriu a receita para o sucesso do programa, considerado ícone de justiça, onde "o merecedor" do prêmio é aquele que cala a boca ou faz cara de coitado traído.
Minha admiração está mais por parte do público mesmo, é estranho avaliar as opiniões, principalmente no twitter. Morro de rir com tamanha criatividade de adjetivação que as pessoas adquirem com o tempo, e fico perplexo com o falso moralismo em conjunto. Uma situação bastante comentada foi a pegação da Tessália com o Michel, a participante foi crucificada por "supostamente" ter feito sexo oral dentro da casa, como se isso fosse o fim dos tempos, nunca tinha lido tantos palavrões direcionados à uma só pessoa, enriqueci meu vocabulário ofensivo em 99% por uma modalidade de sexo comum até entre nossos pais.
Em outra situação, a Tessália diz que a Fernanda é "tosca" dançando, o que não é mentira, mas essa manifestação foi amplificada 10x, que monstra ela é, disse tosca na tv, vamos correr atrás dela com tochas. É assim que notamos o falso moralismo no país que se diz livre de repressões, ah, vão à merda, não entendo a cabeça desse povo tupiniquim. O que isso quer dizer? na internet eu posso tudo, na televisão não posso nada? Quem nunca chamou aquele colega chato da escola de idiota que atire a primeira pedra, quem nunca perdeu o namorado pra uma "vadia, safada dos infernos" que atire mais pedras ainda.
Fica fácil julgar atitudes quando se está longe, as pessoas adoram isso, e daí surge a Bigoduda (Angélica), Tessavaca (não preciso dizer quem é), até para o Bial sobra cascalho, veja só, ele pergunta se o Segio é ativo ou passivo, e no mesmo minuto recebe críticas absurdas no twitter, como se não se falasse coisa pior entre aqueles 140 caracteres obcenos. Manter o controle e não falar besteira entre diversas câmeras por quase três meses é muito dificil, e quem quer saber disso? que se dane, é feio e ponto final. Não, isso não é feio, seria hipocrisia achar isso, algo como um novo estado de espirito do homem tipo: hoje acordei feliz, calmo e hipócrita. Gente, se vamos julgar, tem que ser de maneira adequada, isso serve em todas as situações, se eu posso todo mundo pode, é assim que o mundo gira.
Minha admiração está mais por parte do público mesmo, é estranho avaliar as opiniões, principalmente no twitter. Morro de rir com tamanha criatividade de adjetivação que as pessoas adquirem com o tempo, e fico perplexo com o falso moralismo em conjunto. Uma situação bastante comentada foi a pegação da Tessália com o Michel, a participante foi crucificada por "supostamente" ter feito sexo oral dentro da casa, como se isso fosse o fim dos tempos, nunca tinha lido tantos palavrões direcionados à uma só pessoa, enriqueci meu vocabulário ofensivo em 99% por uma modalidade de sexo comum até entre nossos pais.
Em outra situação, a Tessália diz que a Fernanda é "tosca" dançando, o que não é mentira, mas essa manifestação foi amplificada 10x, que monstra ela é, disse tosca na tv, vamos correr atrás dela com tochas. É assim que notamos o falso moralismo no país que se diz livre de repressões, ah, vão à merda, não entendo a cabeça desse povo tupiniquim. O que isso quer dizer? na internet eu posso tudo, na televisão não posso nada? Quem nunca chamou aquele colega chato da escola de idiota que atire a primeira pedra, quem nunca perdeu o namorado pra uma "vadia, safada dos infernos" que atire mais pedras ainda.
Fica fácil julgar atitudes quando se está longe, as pessoas adoram isso, e daí surge a Bigoduda (Angélica), Tessavaca (não preciso dizer quem é), até para o Bial sobra cascalho, veja só, ele pergunta se o Segio é ativo ou passivo, e no mesmo minuto recebe críticas absurdas no twitter, como se não se falasse coisa pior entre aqueles 140 caracteres obcenos. Manter o controle e não falar besteira entre diversas câmeras por quase três meses é muito dificil, e quem quer saber disso? que se dane, é feio e ponto final. Não, isso não é feio, seria hipocrisia achar isso, algo como um novo estado de espirito do homem tipo: hoje acordei feliz, calmo e hipócrita. Gente, se vamos julgar, tem que ser de maneira adequada, isso serve em todas as situações, se eu posso todo mundo pode, é assim que o mundo gira.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A volta dos que não foram.

Desde a maratona de vestibulares sem muito sucesso, passei uns dias num conflito existêncial interminável, digamos que em férias cefálicas, meu cérebro parecia ter parado, e nada saia da minha cabeça a não ser as secreções nasais, para não dizer catarro, mas agora acho que despertei, é impossível deixar de comentar o cotidiano quando se vive, e até quando se morre. Muitos assuntos foram deixados de lado, um verdadeiro desperdício de opinião escrita, e eu digo AFF!
Eu Voto!

Uma coisa que eu conheço bem é a história da repressão no nosso país, as disputas por liberdade, as perdas, torturas, exílios, desaparecimentos sem explicação, medo, e por fim, a Anistia. Foram anos corridos e desperdiçados onde o Brasil estacionou no tempo, não progredia nem regredia, apenas afundava em dívidas. Depois de muito bafafá conseguimos exercer a nossa democracia, o direito de votar que nos foi privado, enfim, hoje para que eu tenha em mãos um Título de eleitor muita gente se sacrificou no passado, uma maneira arcaica de conseguir a permissão para crescer.
Alguém poderia perguntar se eu participei de alguma dessas manifestações, ou se sofri algum tipo de tortura, e eu responderia: "Lóóóógico que não". Eu sei porque leio nos livros, não sou um coroa cinquentão, sou só um estudante, ou quase. Só quero mostrar que sei o poder que tenho, posso escolher e agradescer por ter essa oportunidade. Essa é a explicação plausível para que eu odeie quem menospreza o voto, como na campanha do desarmamento, o governo poderia proibir o uso de arma de fogo, mas nada melhor que saber o que as pessoas acham por meio de uma eleição, e voilà, o país queria as armas. Porém houve aqueles que acharam tudo uma idiotice, perda de tempo e de opinião, mesmo que a decisão fosse responsável por manter as pessoas vivas, ou no mínimo, longe de 4 das 10 balas perdidas que voam por aí. Outra eleição vítima de preconceito é a do Conselheiro Tutelar, facultativa e hostilizada, ninguém vai votar se poder escolher ficar em casa vendo televisão.
Essa é a cara do Brasil, para quê importar-se? é só uma arminha, ou um coselheiro tutelar que pode ser chamado de uma babá quase perfeita. E assim o BBB consegue 30 milhões de votos em minutos, talvez porque seja mais importante para as pessoas, é um divertimento, até para mim, eu gosto, assisto, me envolvo mas não me futilizo, sei do meu dever como cidadão, se eu tenho tempo de escolher meu big brother ou sister favoritos, porque não o meu político, diretor, conselheiro tutelar ou presidente da associação de moradores? Não aceito ser julgado como participante da maioria só por fazer algo que a maioria faz, não é porque metade da população não se importa e prefere ver um Reality Show que eu também tenha que não me importar. Sou acima de tudo, alguém que sabe o que realmente é importante, que sabe analisar e escolher o que é melhor e não o que é pessoal, sei em quem votar e como escolher em quem votar, eu apenas sei e não preciso que alguém cobre isso de mim, e falando francamente, me orgulho disso, de ter discernimento e de conviver e conversar com pessoas que também tem. É essencial escolher o que é M.I. na nossa vida, e para isso não é preciso deixar de lado a oportunidade de se misturar com os adoradores da mídia populista, e assim segue-se a vida.
GLOSSÁRIO
* M.I.: Muito Importante
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Coisas de um Zé da vida...
As vezes me surpreendo com as coisas estranhas que acontecem comigo, posso interpretar como sinais, mensagens divínas, ou apenas uma bela comédia da vida privada.
Poucas horas atrás eu retornava de uma visita à casa de meu amigo Arthur, um dia de sábado qualquer, com uma diversão extra pra descontrair. Dentro do ônibus, apenas eu, o motorista e um senhor com uma cara gentil, tudo normal até chegarmos no ponto central da estória. NOTA: Já faz quase um mês que me interrogo sobre um lugar estranho onde o ônibus completa sua rota, um lugar bem estruturado, com um comércio intenso, totalmente desconhecido por mim, e pelo que sei não conheço ninguém que more por lá, sempre quis saber o nome do bairro, mas sempre deixava minha dúvida de lado, e isso alimentou cada vez mais o buraco negro sobre o "mistério do bairro que eu não conheço". Prosseguindo, estavamos nós no ônibus, ouvindo uma musiquinha chata, e passamos pelo local em questão, nesse exato momento decidi que iria matar de vez a minha curiosidade, finalmente eu saberia onde diabos eu estava quando passava por aquela avenida, virei em um ato de coragem em direção ao senhor com cara de gentil e disse: desculpe senhor, por acaso você poderia me dizer o nome desse bairro? o cara olhou nos meus olhos, eu fiquei eufórico, seria alí o momento da minha descoberta, aleluia irmão, eu saberia. Depois que catalogasse mais um lugar estranho de Petrolina eu seria quase um GPS municipal. O senhor olha pra mim,levanta a mão gentilmente (já que ele tem cara de gentil) e faz um sinal voltado ao ouvido, não era um sinal qualquer, e sim um sinal daqueles que dizem "mermão, tá vendo que eu sou surdo não?", e de quebra o pobre era mudo, isso mesmo M-U-D-O, eu fiquei arrasado (ui), ele não ouviu o que eu disse, e muito menos poderia responder, poxa, passei um mês com a dúvida infernal, no dia que resolvo perguntar é justo a alguém que não pode responder, será que eu não merecia saber? isso me fez sentir vontade de rir muito, mas me sentí constrangido, o cara ia pensar que eu ria dele, mas mal ele sabe que a piada era eu. E mais uma vez volto pra casa, sem saber o nome do bendito lugar, com a cabeça baixa, desestimulado a viver, mas resolvi tudo rápido, gravei o nome de uma das lojas das redondezas e procurei na lista telefônica, o lugar se chama Ouro-Preto, tão simples, eu tinha a resposta o tempo todo, mas foi necessário que algo tão inédito acontecesse, coisas da vida de um Zé qualquer. Agora vou dormir.
Poucas horas atrás eu retornava de uma visita à casa de meu amigo Arthur, um dia de sábado qualquer, com uma diversão extra pra descontrair. Dentro do ônibus, apenas eu, o motorista e um senhor com uma cara gentil, tudo normal até chegarmos no ponto central da estória. NOTA: Já faz quase um mês que me interrogo sobre um lugar estranho onde o ônibus completa sua rota, um lugar bem estruturado, com um comércio intenso, totalmente desconhecido por mim, e pelo que sei não conheço ninguém que more por lá, sempre quis saber o nome do bairro, mas sempre deixava minha dúvida de lado, e isso alimentou cada vez mais o buraco negro sobre o "mistério do bairro que eu não conheço". Prosseguindo, estavamos nós no ônibus, ouvindo uma musiquinha chata, e passamos pelo local em questão, nesse exato momento decidi que iria matar de vez a minha curiosidade, finalmente eu saberia onde diabos eu estava quando passava por aquela avenida, virei em um ato de coragem em direção ao senhor com cara de gentil e disse: desculpe senhor, por acaso você poderia me dizer o nome desse bairro? o cara olhou nos meus olhos, eu fiquei eufórico, seria alí o momento da minha descoberta, aleluia irmão, eu saberia. Depois que catalogasse mais um lugar estranho de Petrolina eu seria quase um GPS municipal. O senhor olha pra mim,levanta a mão gentilmente (já que ele tem cara de gentil) e faz um sinal voltado ao ouvido, não era um sinal qualquer, e sim um sinal daqueles que dizem "mermão, tá vendo que eu sou surdo não?", e de quebra o pobre era mudo, isso mesmo M-U-D-O, eu fiquei arrasado (ui), ele não ouviu o que eu disse, e muito menos poderia responder, poxa, passei um mês com a dúvida infernal, no dia que resolvo perguntar é justo a alguém que não pode responder, será que eu não merecia saber? isso me fez sentir vontade de rir muito, mas me sentí constrangido, o cara ia pensar que eu ria dele, mas mal ele sabe que a piada era eu. E mais uma vez volto pra casa, sem saber o nome do bendito lugar, com a cabeça baixa, desestimulado a viver, mas resolvi tudo rápido, gravei o nome de uma das lojas das redondezas e procurei na lista telefônica, o lugar se chama Ouro-Preto, tão simples, eu tinha a resposta o tempo todo, mas foi necessário que algo tão inédito acontecesse, coisas da vida de um Zé qualquer. Agora vou dormir.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Programa de Brasileiro

Ai, ai... Brasileiro adora a desgraça alheia, isso é um fato, caso contrário ninguém ligaria a tv para ver a Marcia Goldschimidt montando o barraco, e ninguém ouviria aquela narradora de histórias que provavelmente acabou de se alfabetizar, mas veja que lindo, a Band deu uma oportunidade e um emprego de narradora a uma pessoa que lê fazendo inúmeras pausas enquanto conta os tristes e comoventes causos da vida privada, porque problemas de família devem ser resolvidos na televisão. Acabo de descobrir um programa de rádio muito cômico, e de grande audiência, não é a Marcia, e se passa na Rádio FM local, para ter ideia da grande criatividade da produção, o radialista inicia o quadro com as "notas de falecimento", um convite fru-fru para o velório mais próximo de você (óóóó não precisava). Alguns chamam isso de entretenimento, eu chamo de "encheção de saco" (adoro diversificar nas palavras), e para completar o pacote, a abertura é com uma das músicas insuportáveis do Kenny G e seu sax melancólico, as manchetes são divididas por episódios: mandato de prisão I, mandato de prisão II, mandato de prisão III. Nada melhor como começar o dia com tanta notícia motivadora.
A apresentação de Wuinston Monte Claro (olha o nome da pessoa) é marcante, principalmente na parte em que ele põe medo nos ouvintes, é ameaça de prisão para cá, filho da puta pra lá, bandido safado lá na esquina, e assim segue todo o tempo, até a hora em que tudo termina com a trilha do filme "TUBARÃO". Eu fiquei em estado de choque, nunca imaginei que o linha direta fosse menos assustador do que um programa de rádio e que o Datena seria fichinha perto do W.M.C. (para os íntimos).
Há quem negue a minha tese, mas é a pura verdade, o Kenny G é um chato e os brasileiros gostam de ver o circo pegar fogo. Começa muito cedo, ainda na escola o famoso coro insentiva os pestinhas a se estapearem, até que alguma professora, stressada e de saco cheio da vida que tem, aparece e acaba com a diversão de quem está fora da baixaria. Isso cria uma sociedade de adultos levemente atraídos por gritos e palavrões, desde que não sejam com eles. Como diz o ditado: pimenta nos olhos dos outros é refresco de morango (o morango é cortesia da casa). Morra quem morrer, se não for parente não há motivo para pânico, pelo contrário, com o Wuinston isso é motivo de barulho, sirene e uma piadinha sobre o tamanho da burrice dos criminosos, é praticamente uma aula de como fazer o serviço sem ser pego pela super-inteligência da polícia brasileira (não riam).
E se você acha isso normal, parabéns, você é genuinamente um filho do Brasil, e tem sangue português, pra ser mais preciso, 100% de sangue português. Olha lá, eu não mencionei nada sobre português ser burro, mas se você por algum acaso deduzir isso, o problema é seu. Agora eu irei fazer o meu papel de hipócrita, e vou ver o Datena, não garanto que isso não me emburreça (eu disse emburrecer e não aborrecer), mas não tem outra coisa pra ver mesmo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Maneiras não-confiáveis de suicídio
"A sociedade está 'se auto-suicidando-se'".
É com essa frase de impacto, que leva qualquer sujeito a uma reflexão repentina (do tipo: preciso morrer antes que eu leia isso de novo), que começo esse texto. Não sei qual o gênio responsável por uma coisa tão bela (idiota) e inteligente, mas encontrei (não sei por qual motivo) em uma lista de pérolas das redações, consequentemente meu lado intérprete despertou (isso é um progresso) e entendí a frase em itálico da seguinte forma: Isso não quer dizer porra nenhuma. É apenas uma tentativa absurda de provar que alguém pode não saber a diferença entre suicídio e homicídio, ou pior, a mesma pessoa pode deduzir que se alguém não se "auto-suicida" ela "suicida outra pessoa", essa é a única explicação. Só para deixar claro, caso haja algum lerdinho (sempre tem) que ainda não entendeu onde quero chegar, sabendo a diferença entre os dois termos você pode definir que o uso de "auto" não é necessário, suicídio já faz referência à "sí mesmo".
Como todo mundo sabe que para surgir inspiração basta aparecer algo idiota na sua frente, esse é meu caso, e já que estamos dentro do assunto "suicídio", vim ensinar totalmente grátis 5 maneiras convencionais (top 5) de como não se "auto-suicidar" (se eu digitar isso mais uma vez meu teclado cria vida e me mata). Enfim, todo dia pessoas felizes e saltitantes (pra não dizer depressivas) cometem suicídio, mas ninguém espera se arrepender na metade do caminho, por isso deve-se antes analisar a situação pra fazer o serviço direito:
ENVENENAMENTO: já foi bem mais requisitado antigamente, e presenciei casos, muitos casos. Geralmente acontece quando alguém termina o namoro, as mulheres são recordistas, a possibilidade de dar errado (o arrependimento) é grande, então evite remédio tarja-preta, veneno de rato ou desinfetante, isso as vezes pode demorar, e não tem classe nenhuma, porque morrer moribunda é foda, não pega bem. Uma solução é agrotóxico, morte rápida e prática, se for amargo põe açucar que desce, deixe uma carta para depositarem a embalagem em algum centro responsável pela reciclagem, até pra morrer temos que ser ecologicamente corretos.
A "LA JULIET": uma morte clássica, digna de romances. Punhal cravado no peito (que chic), por favor não use a faca da cozinha, é deprimente. É necessário muita prática e estudo em anatômia para descobrir pontos vitais, imagina aí se acerta em um local insignificante, doi pra caralho, você vai desistir, e ainda tem que arrumar explicação de como a faca acidentalmente pode ter caído e provocado tal ferimento.
ENFORCAMENTO: essa é muito utilizada, aconselho a não arriscar, a intenção é quebrar o pescoço, pra isso você tem que saber vários cálculos físicos de altura, massa, gravidade e a probabilidade (aí já entra a matemática) de dar certo, estudar pra morrer é lasca. Se seu lindo pescocinho não quebrar, a morte vem por asfixía, deve ser horrível. E ainda pode acontecer de a corda quebrar, o sustento romper e etc que pode te levar ao arrependimento antes do feito.
TIRO NA CABEÇA: requisitado por ricassos falidos, presidentes arruinados, e senhores de café em crise. Só pra deixar claro, não compre 5 balas, só vai gastar dinheiro, que idiota acha que vai conseguir dar 5 tiros na cabeça antes de morrer, é só uma mesmo, economia sempre faz bem. Para concretizar seu descanso eterno dessa maneira é preciso antes: ter uma arma, licença de porte (se for morrer, morra dentro da lei), e força pra segurar o revolver com uma mão só, caso não se encaixe nessas exigências procure maneira mais simples como visitar uma favela do Rio de Janeiro (é a solução mais viável).
GÁS DE COZINHA: se você percebeu que nenhuma das quatro sujestões acima darão certo, apele para o gás, todo mundo tem, é só abrir a chave do butijão com as portas fechadas e esperar. E se o gás acabar, contente-se com a ideia que que não é a sua hora de morrer, e sim de arrumar um emprego e sempre ter reserva de gás em casa. Não acenda lâmpadas, nem fósforos, assim tudo explode, imagina o prejuízo que você vai dar a quem fica vivo.
Viu? antes de se matar você deve pensar duas vezes, ou não, dizem que se no momento da crise emocional algum outro pensamento vier à cabeça, babau, passa a vontade. Ah, se quiser chamar a atenção do namorado (a) esqueça, dentro de um ano ele estará transando com sua(eu) melhor amiga(o), após voltar da missa de finados. Não se ache tão importante assim para o mundo, você não é ninguém, depois da morte sua referência será : fulano era um descontrolado e se matou. Que imagen ruim. Em vida o remorso pode ser bem maior.
É com essa frase de impacto, que leva qualquer sujeito a uma reflexão repentina (do tipo: preciso morrer antes que eu leia isso de novo), que começo esse texto. Não sei qual o gênio responsável por uma coisa tão bela (idiota) e inteligente, mas encontrei (não sei por qual motivo) em uma lista de pérolas das redações, consequentemente meu lado intérprete despertou (isso é um progresso) e entendí a frase em itálico da seguinte forma: Isso não quer dizer porra nenhuma. É apenas uma tentativa absurda de provar que alguém pode não saber a diferença entre suicídio e homicídio, ou pior, a mesma pessoa pode deduzir que se alguém não se "auto-suicida" ela "suicida outra pessoa", essa é a única explicação. Só para deixar claro, caso haja algum lerdinho (sempre tem) que ainda não entendeu onde quero chegar, sabendo a diferença entre os dois termos você pode definir que o uso de "auto" não é necessário, suicídio já faz referência à "sí mesmo".
Como todo mundo sabe que para surgir inspiração basta aparecer algo idiota na sua frente, esse é meu caso, e já que estamos dentro do assunto "suicídio", vim ensinar totalmente grátis 5 maneiras convencionais (top 5) de como não se "auto-suicidar" (se eu digitar isso mais uma vez meu teclado cria vida e me mata). Enfim, todo dia pessoas felizes e saltitantes (pra não dizer depressivas) cometem suicídio, mas ninguém espera se arrepender na metade do caminho, por isso deve-se antes analisar a situação pra fazer o serviço direito:
ENVENENAMENTO: já foi bem mais requisitado antigamente, e presenciei casos, muitos casos. Geralmente acontece quando alguém termina o namoro, as mulheres são recordistas, a possibilidade de dar errado (o arrependimento) é grande, então evite remédio tarja-preta, veneno de rato ou desinfetante, isso as vezes pode demorar, e não tem classe nenhuma, porque morrer moribunda é foda, não pega bem. Uma solução é agrotóxico, morte rápida e prática, se for amargo põe açucar que desce, deixe uma carta para depositarem a embalagem em algum centro responsável pela reciclagem, até pra morrer temos que ser ecologicamente corretos.
A "LA JULIET": uma morte clássica, digna de romances. Punhal cravado no peito (que chic), por favor não use a faca da cozinha, é deprimente. É necessário muita prática e estudo em anatômia para descobrir pontos vitais, imagina aí se acerta em um local insignificante, doi pra caralho, você vai desistir, e ainda tem que arrumar explicação de como a faca acidentalmente pode ter caído e provocado tal ferimento.
ENFORCAMENTO: essa é muito utilizada, aconselho a não arriscar, a intenção é quebrar o pescoço, pra isso você tem que saber vários cálculos físicos de altura, massa, gravidade e a probabilidade (aí já entra a matemática) de dar certo, estudar pra morrer é lasca. Se seu lindo pescocinho não quebrar, a morte vem por asfixía, deve ser horrível. E ainda pode acontecer de a corda quebrar, o sustento romper e etc que pode te levar ao arrependimento antes do feito.
TIRO NA CABEÇA: requisitado por ricassos falidos, presidentes arruinados, e senhores de café em crise. Só pra deixar claro, não compre 5 balas, só vai gastar dinheiro, que idiota acha que vai conseguir dar 5 tiros na cabeça antes de morrer, é só uma mesmo, economia sempre faz bem. Para concretizar seu descanso eterno dessa maneira é preciso antes: ter uma arma, licença de porte (se for morrer, morra dentro da lei), e força pra segurar o revolver com uma mão só, caso não se encaixe nessas exigências procure maneira mais simples como visitar uma favela do Rio de Janeiro (é a solução mais viável).
GÁS DE COZINHA: se você percebeu que nenhuma das quatro sujestões acima darão certo, apele para o gás, todo mundo tem, é só abrir a chave do butijão com as portas fechadas e esperar. E se o gás acabar, contente-se com a ideia que que não é a sua hora de morrer, e sim de arrumar um emprego e sempre ter reserva de gás em casa. Não acenda lâmpadas, nem fósforos, assim tudo explode, imagina o prejuízo que você vai dar a quem fica vivo.
Viu? antes de se matar você deve pensar duas vezes, ou não, dizem que se no momento da crise emocional algum outro pensamento vier à cabeça, babau, passa a vontade. Ah, se quiser chamar a atenção do namorado (a) esqueça, dentro de um ano ele estará transando com sua(eu) melhor amiga(o), após voltar da missa de finados. Não se ache tão importante assim para o mundo, você não é ninguém, depois da morte sua referência será : fulano era um descontrolado e se matou. Que imagen ruim. Em vida o remorso pode ser bem maior.
Assinar:
Postagens (Atom)
