quinta-feira, 27 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A vida e um pouco mais
domingo, 4 de setembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Sim, eu gosto
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Jura secreta
Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que eu quero me suprime
De que por não saber 'Inda não quis
Aquela que meu coração não diz
Só o que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Nova rotina
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O pessimismo ganhou trono
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Passou

domingo, 26 de junho de 2011
Eita, gota.
Beleza que existem clássicos do cinema e que esses quebram, em teores conservadoristas, a magia que veio junto com toda a tecnologia atual. Fazer cinema tem se tornado cada vez mais fácil ao ponto em que se torna cada vez mais difícil, mais fácil no lado técnico, mais difícil se considerarmos o imenso esforço de um cineasta em conseguir agradar um público cada vez mais exigente. Entedam: hoje dispomos de uma tecnologia que reduz o tempo de uma produção, aperfeiçoa traços técnicos visuais e faz o impossível ser visível, tocável e em 3D, porém, na pedra lascada cinematográfica as "dificuldades", conhecidas como falta de recursos profissas de tecnologia, faziam tudo ser mais complicadinho, cheio de probleminhas e valorizados, pois, em análise, deixavam tudo mais, digamos, "teatral" (comparando o grande nível de improvisos nos efeitos especiais). Hoje, depois de ver Rambo (1,2,3 e 4) pude notar o quanto as coisas mudaram, primeiro em critérios de criatividade; a personagem em questão adquire recursos da linha MacGyver de facilidade, junto com o treinamento na "Escola Chukc Norris de artes maciais que te tornam invencível" e prova que o diabo sabe usar uma faca e com ela reproduzir as funções de todos os eletrodomésticos da minha casa. Sem mencionar que em Rambo 1, o Silvester Stalone decorou, no máximo, um verso de cordel para recitar em tom neurótico durante um filme de mais de 1h30min; no mais ele atira com uma metralhadora de life infinito, mata, joga a faca (que sempre sai não sei de que buraco, ele deve ter umas trinta da mesma no bolso) e exala testosterona pelos poros. Aí eu me pergunto, "porque Deus, porque eu gosto tanto desse filme?".
Não é por nada, mas criei um gosto refinado para cinema (huuuummmm), esse gosto envolve bons diálogos, efeitos especiais de verdade ou nenhum, trilha sonora, fotografia e etc, não importanto a época, pois sei diferenciar o que há de melhor hoje ou na década do lançamento de Tempos Modernos, mas nada supera um filme que sabe como te tocar lá dentro, como Rambo, que é simples, resumido, me deixou à beira de um ataque epilético e com vontade de esquartejar meu irmão, a mensagem foi passada e eu a entendi, tudo bem que ficar mais violento e desejar que ele degole os Russos não é algo legal de se sentir, muito menos para pessoas que não caem nesse discurso de coitadinho que os Norte Americanos lançaram em contrapartida aos Vietnamitas na primeira edição do filme, em momento algum senti que o ataque de pelanca do Rambo para justificar seu patriotismo e as mortes na guerra fosse plausível. Não colou. Mas que o filme envolve não podemos negar, porque envolve. Desculpa Vin Diesel, mas você ainda tem muito chão para poder superar esse passado grandiosos de filmes de machos de verdade.
Preciso de uma faca dessas.domingo, 12 de junho de 2011
Fase?
Me sinto solitário, não quando estou acompanhado, me sinto solitário quando estou sozinho. Eu sei que essa é a lógica, mas comigo tem sido diferente. Antes estar sozinho era divertido, eu estava carnalmente sozinho, mas por dentro eu não estava, eu era feliz e me divertia, hoje estar sozinho faz parte de uma tortura constante, é como se eu não bastasse para mim mesmo. Antes eu era feliz e sabia, sim eu sabia e sempre dizia que considerava felicidade o meu estado de espírito vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano durante dezessete anos ininterruptos. Essa não é uma daquelas manias humanas de idealizar o passado, porque mesmo naquele presente eu entendia que era feliz. Hoje sou parcialmente e com sinceridade. Sou feliz com minha família, com meus amigos, com os grupos que participo, com os outros, não comigo, não mais. Por isso estou solitário, quem irá se aproximar de alguém que não consegue trazer a felicidade para si? Ninguém é tão idiota. Essa pode ser uma fase, uma das muitas, pelas quais terei que passar até achar o pote de ouro no fim do caminho; tem sido massacrante, decepcionante, tem me magoado. A culpa é minha, o problema é comigo, eu que estou fazendo algo errado, eu sei, mas o quê?segunda-feira, 30 de maio de 2011
Saudade do futuro
Eu digo que saudade não tem definição. Se saudade fosse apenas o que faz falta, que incompleta, mas não, vai tudo muito mais além, infinitamente além; saudade é aquilo que não sabe se quer doer ou se quer acarinhar. A saudade não se decide, ela resolveu só existir, sem propósito , rumo, eira, beira e estribeira. Às vezes ela é chata, aparece do nada, contestando e contrariando a si mesma, e então ela própria se explica, se dedilha, se soletra. Ela ensina que saudade boa existe do tempo passado, saudade ruim existe do tempo futuro, como se a possibilidade de sentir saudade do futuro fosse válida. Pior que é. Eu sinto. Você com certeza também deve sentir muita saudade de um tempo que jamais veio, essa é a penalidade para aqueles que imaginam demais, que montam, remontam e enfeitam o dia de amanhã. Hoje aos 19 anos, eu digo que sinto muita falta dos meus 30 anos que planejei quando ainda tinha 18, e como tudo muda, nem sei mais se chego aos 25, mas espero. Saudade é melancolia, com ela percebo que o tempo passou, saudade é sinônimo de tempo, saudade é tempo e vice-controvérsia. Ah! Saudade, como é fundamental, nem aqueles que tem tudo o que querem se privam de sentir-te, amar-te e odiar-te, mas eu prefiro te sentir tendo o que eu quero, assim só sentirei saudade do passado, quando eu aproveitava tudo o que tive e jamais do futuro quando peno pelo que antecipadamente deixei de ter.
"Espero que o mundo mude, e que a situação melhore, mas o que eu mais quero é que você entenda, quando digo que ainda que eu não te conheça, apesar de talvez jamais encontrar você, rir com você, chorar com você ou beijar você, eu te amo de todo coração. Eu te amo."
V de Vingança
domingo, 22 de maio de 2011
Um arte que é só minha
Olha, isso não é para qualquer um, é necessário muita competência, é preciso saber mostrar às pessoas que tudo o que você mais deseja é proximidade, é essencial correr atrás delas, fazer questão de sua companhia, mandar inúmeras mensagens de afeto e nelas dizer o quanto você adoraria que vocês estivessem juntos, é obrigatório sempre cumprimentá-las, sorrir para elas, mostrar que você se importa até o fundo da alma e depois de preparar todo esse ritual de humilhação você estará pronto para a melhor das rejeições, não espere receber mais que um "oi" sem vontade ou uma falta de olhar para que você perceba o tamanho da sua insignificância. Telefonema? O que é isso? E sms, você não esperou, esperou? Ah, que pena, a espera será em vão, sempre. Para falar a verdade, aceite que você não existe para determinados alguéns, se existir é apenas como "mais um na multidão", aquele "mais um" a quem não damos bom dia, nem lembramos que existe, que vimos em alguma ocasião, no sinal fechado talvez. Aceite. O segredo desse tipo diferente de artista é a aceitação, deve-se olhar para si e repetir inúmeras vezes: eu não valho a pena, não fazem questão de falar comigo, eu sou um "tanto faz". Agora responda, você inveja meus dotes artísticos? Duvido.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Ela usa meias
Era domingo, meu coração sentia uma imensa necessidade de doçura, resolvi visitá-la, seu sorriso sempre emocionado no momento do reencontro desfaz todo o mal-estar do mundo, me deparei com ela e com aqueles pezinhos meigos assim que a porta se abriu para me receber, que pés fofos, proporcionais, aconchegantes, pois saibam todos que seus pés estavam vestidos por um bonito par de meias brancas. Que ser humando usa meias para passar o dia de domingo em casa no calor doentio do sertão? Ela... Ela usa. Não pude deixar de comentar e rir, ela também, rimos juntos. Toda a sua delicadeza se evidencia a cada novo reencontro nesses nossos quatro anos da mais sincera amizade, seja no seu diário todo decorado e preenchido com trechos de tudo o que acontece, inclusive comigo, seja na maneira meiga como ela chama meu nome e diz estar com saudades ou tenta me agredir sem muito sucesso, tapas na cara com pétalas de rosa define o efeito dos seus reclames. Conheço profundamente seus espinhos e quantas tempestades eles podem controlar, mas não comigo, que posso vê-la de meias num domingo à tarde. Seus cabelos castanhos contrastam com sua pele clarinha e dão uma ideia cinematográfica da mulher perfeita em graça e beleza, seus olhos sorriem sozinhos, fecham até o final, sua sensualidade não deixa se esconder por sua doçura e seus pés tem meias, eles sentem frio e temem a agressividade da exposição total, seu sotaque já não tem mais identidade, misturou-se, agora é único, é dela. Aquela menina me encanta, mais que isso, ela me conforta, me faz lembrar dos tempos em que ser meigo também fazia parte de mim, ela é especialmente completa e sabe fazer arroz, talvez miojo também, só que mais importante que isso: ela sabe dar carinho.Para: Gabriela Moraes, com E.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Encontros e despedidas
Sabe o paradoxo da espera do ônibus? Então... é daquele jeito: quanto mais a gente espera menos teremos que esperar.
Eu já me encontrei muito, meu eu está sempre se topando comigo nos melhores momentos, a cada hora eu sei mais de mim, quem sou, o que quero, aprendi tudo direitinho, agora preciso de mais competência para encontrar outros "eus" que não façam apologia a eu mesmo, falo de encontrar o seu eu, o eu de alguém que não está lendo isso, o eu que vaga por aí, o eu que significa tu. Quero encontrar, preferencialmente, o meu reflexo, que interpretado de maneira correta é o meu inverso, sou eu do avesso, sou eu canhoto. Se existiram desencontros? Inúmeros, eu diria. Um dia a vida acerta e me fará sair de casa na hora certa, me dará um rumo, e pela demora, o que vier será em boa hora e fará toda a diferença.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Humano, demasiado humano
Cansei de ter que mostrar meu lado idealizado para instigar nas pessoas o desejo de me conhecer de verdade, eu não sou os filmes que vejo, muito bons por sinal, não sou as músicas que escuto, não sou os objetos legais que estão no meu quarto, não sou a minha coleção disso ou daquilo, não queria me preocupar em me esforçar para que gostem de mim, mas fiz isso, acabei esquecendo que aqueles que realmente gostam de mim não precisaram desses artifícios inúteis, eles me conheceram e depois conheceram o que me preenche, na simplicidade fiz os melhores e maiores amigos da minha vida.
Não te julgo se me achares forçado, eu posso ter sido em algum momento, não te julgo por achar que eu falo demais, eu sempre falo demais em todos os momentos; tudo na tentativa de mostrar o máximo de coisas possíveis em tempo recorde, mas de que adianta se a essência está sendo suprimida? Não faz sentido.
Sim, eu fui forçado por muito tempo, por quase um ano, fiz isso tão bem que até eu me convenci de que eu não teria do que pedir perdão, acretidei que tudo tinha passado, que tudo estava ótimo, eu forcei serenidade, forcei sorrisos, momentos, agressividade, eu fui uma farsa, e é assim que alguns me conhecem, como posso pedir que agora vejam o meu lado que realmente importa?
Sou uma boa pessoa, eu sei, e quero que isso seja o necessário a partir de agora. Vou tentar viver das consequencias disso, como antigamente, quando um sorriso e um bom dia eram suficientes, quero me culpar mais para ver que eu posso sim estar errado, que eu dei motivos ou que os deixei de dar, quero me perdoar por minhas falhas porque fui humano o suficiente para reconhecê-las, quero que você me compreenda, me entenda, me aceite.
sábado, 16 de abril de 2011
Morda-se/me
Morda-se, e prove que existe dor gostosa, e que não fere, e que não arranha, e que não machuca, e que não existe para doer como dor, mas como o prazer ter o controle sobre a própria dor. Morda os lábios quando desejar, morda a língua quando se concentrar, morda as unhas quando se preocupar, morda a mão para se sentir vivo, morda orelhas, queixos, cangotes e bocas. Só não esqueça: morda de leve.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Rapidinhas #13
sábado, 2 de abril de 2011
Meu aniversário
1- 1º de abril, meu aniversário, o dia mais importante do ano para mim;
2- 31 de março, uma grande amiga minha sofre um acidente. Atropelamento.
Vamos unir fato 2 ao fato 1:
1º de abril, o dia começa fofinho, as mensagens brotam no meu celular, as pessoas que se importam comigo e lembraram da data me dão mais um motivo para sorrir, as pessoas que se importam comigo e não lembraram da data são perdoadas, as pessoas que lembraram da data e não se importam comigo são a prova de que devo dar menos importância a elas, embora eu não consiga. Tudo perfeito, exceto pelo fato da minha amiga estar em um hospital.
Nota 1: estamos no dia da mentira;
Nota 2: nem toda mentira tem graça.
O telefone toca e dessa vez para anunciar, não o início de mais um ano de vida mas o início de menos um ano de vida. Em estado de choque, recebo a notícia do falecimento, "ela não resistiu", foi o que me disseram, e ainda em estado de choque ganho força para prosseguir em estado de choque, algo sobe à minha garganta, os olhos umedecem, a boca seca, a dor vem e o mais pesado e dolorido de tudo, meu próximo aniversário seria também o aniversário do falecimento de alguém que gosto. Naquele momento me martirizei por todos os pontos aos quais faltei, queria dizer muito a quem agora não escutaria nada. Doeu. Mais nela do que em mim, muito em mim e menos nela, não sei, mas doeu. Diante desse contraste - felicitações de um lado e consolações do outro - reconheço o quanto amo viver e o quanto isso é divino; viver não é simples, é desafiador, é milagroso. Não me futilize por cobrar parabenizações, não importa em que dia seja, uma semana depois, um mês depois, mas o faça, porque um aniversário é a comemoração de uma vida que se prolonga. Poderia ser eu o atropelado e então agora falecido, e tudo o que ainda tenho pra dizer ou que você ainda tem para me dizer, onde fica? O que me acalmou foi poder ler o relato de quem se importa comigo, me emocionar com isso e saber que pelo menos com uma pessoa eu não teria dívida, porque resolvemos tudo em vida (Leia o relato aqui). Esse relato me deu o extímulo para dizer "poxa, algumas pessoas prestam atenção" e essas com certeza me velariam com sinceridade. Agora aos 19 anos, acho que a vida está passando rápido demais, e ela está sendo dura. Ano passado o meu primeiro de abril foi diferente, apaixonado, nesse eu estive mais uma vez sentido apenas o básico: amor ao próximo. Muita coisa ainda tem que acontecer. Minha amiga, com apenas 18 anos e tudo pela frente, agora morta, era o exemplo de que não devo tratar a vida com rancor, era o exemplo de que hoje é o dia de dizer "me perdoa?" ou também um "sim, eu te perdoo", ela foi o instrumento que o destino usou para servir como moral de uma fábula...
...O telefone toca, eu atendo:
- Sabe a morte dela? Então, fez parte do 1º de abril. Ela está viva. Dolorida, mas viva, vivíssima!
Senti alívio, senti que morrer de mentira é algo que deve acontecer à todos pelo menos uma vez, senti vontade de correr e gritar pra todo mundo com quem tenho dívida que não preciso esperar a morte vir para perceber que coisas devem ser ditas, senti ódio por saber que um filho da puta foi capaz de se aproveitar do dia da mentira para brincar com a vida de alguém dessa forma, senti que estar com 19 anos e poder sentir tanta coisa de uma vez só é tão divino quanto a vida e tudo mais. E assim foi o meu dia.
Feliz aniversário pra mim.